O Estado do Rio de Janeiro poderá sofrer um prejuízo de R$ 830 milhões caso o governo dos Estados Unidos confirme a adoção da tarifa de 50% sobre produtos importados do Brasil. A medida, prevista para entrar em vigor em 1º de agosto, afetaria diretamente as exportações fluminenses, especialmente nos setores de petróleo, ferro e aço.
A estimativa foi validada pela Firjan com base em levantamento do Cedeplar/UFMG, que analisou os impactos da medida em estados das regiões Sul e Sudeste.
O estudo revela que 48 municípios fluminenses serão impactados pelo tarifaço. Entre os mais afetados estão: Rio de Janeiro, Duque de Caxias, São João da Barra, Macaé e Volta Redonda.
— Essa imprevisibilidade é prejudicial, sobretudo para pequenas e médias empresas. Se necessário, o prazo de negociação deve ser prorrogado — afirmou o presidente da Firjan, Luiz Césio Caetano.
Em reação imediata, o governador Cláudio Castro comandou, nesta terça-feira (22), a primeira reunião do Grupo de Trabalho criado para avaliar os impactos do tarifaço. O encontro reuniu representantes das secretarias estaduais e entidades do setor produtivo, como Firjan, Fecomércio e ACRJ.
O grupo terá dez dias para apresentar um diagnóstico técnico e político, com sugestões que minimizem os efeitos sobre a economia fluminense.
— A gente, se necessário, vai estudar linhas de crédito, vai conversar com a Age-Rio, que é a agência de fomento do estado do RJ, para poder apoiar essas empresas — afirmou o secretário estadual da Casa Civil, Nicola Miccione.
Rio de Janeiro é o segundo maior exportador para os EUA, atrás apenas de São Paulo. Em 2024, o estado exportou R$ 7,4 bilhões para os norte-americanos e importou R$ 8,9 bilhões.
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Foto: Casa Civil/GOV-RJ







