Laterais do Bahia têm sido um problema a cada início de ano


Por mais que a manutenção de boa parte do elenco para 2019 indique uma ida menor ao mercado em relação a temporada anterior, a diretoria do Bahia tem tido um problema recorrente em um setor específico: as laterais. Nos últimos anos, houve necessidade de contratar pelo menos um para cada lado. Fato que vai se repetir após as saídas de Léo Pelé, para o São Paulo, e a não renovação de Bruno.

Atualmente o clube conta apenas com Nino Paraíba e Paulinho no setor, ambos contratados e  remanescentes deste ano, o que também é algo raro. Junto a eles, João Pedro, Bruno, Léo e Mena foram os seis laterais que chegaram ao tricolor  somente em 2018.

De 2017 para este ano, por exemplo, nenhum dos quatro reforços permaneceu.  Matheus Reis, Armero, Régis Souza e Wellington Silva  não foram aprovados. Eduardo foi o último a ser contratado, em 2016, e que renovou para 2017, deixando o clube ao final da última temporada.

Rotatividade 

Em 2015, logo no início do mandato do ex-presidente Marcelo Sant’Ana, foram contratados Cicinho, Marlon, João Paulo Purcino, Tony e Adriano Apodi. Além deles, garotos da base como Carlos, Patric, Vitor Costa e Hayner também foram utilizados, o que configura a grande rotatividade nos últimos anos.

Em 2016, quatro chegaram ao Fazendão: Moisés, João Paulo, Tinga e Eduardo, além da utilização de jogadores improvisados na função, como o zagueiro Éder.

Tendo hoje a presença do experiente  Nino Paraíba como opção para o lado direito, a tendência é que se contrate um atleta mais jovem para a disputa da posição. Do outro lado, a situação se inverte. Paulinho tem apenas 23 anos e contrato até 2021. Seu concorrente deve ser um jogador mais “cascudo”.